Três técnicas e seus fins:
1 - A clonagem reprodutiva, em que se pretenderia gerar um ser humano, cópia de um progenitor, usando uma técnica similar à do caso da ovelha Dolly, de transferência nuclear.
É evidente que, para além de questões éticas e morais quanto à aceitabilidade das clonagens, há o perigo da tecnologia de reprodução por clonagem com seleção de reforço, de acrescente, ou de supressão, de certas características no indivíduo poder ser catastrófico, se executada com intenções criminosas.
2 - A clonagem terapêutica de substituição. Neste caso, o DNA retirado de uma célula adulta do doador, ou doador, também é introduzido num óvulo sem núcleo (anucleado), o qual não é introduzido num útero, e depois de algumas divisões, as células tronco são direcionadas no laboratório para fabricar tecidos idênticos aos do doador, tecidos que não são rejeitados por ele.
3 - Clonagem de um fragmento de DNA. É a que se refere à cópia de genes ou de DNA, em que se procura isolar e multiplicar um fragmento de DNA inserido num certo vetor (suporte orgânico que pode ser um fagócito, um plasmídeo, um cosmídeo ou até fungos, isto é, não é usado um óvulo hospedeiro humano como nos casos anteriores), e que foi previamente isolado através da ação de enzimas que cortam a seqüências de DNA a copiar em pontos determinados. Depois da inclusão do fragmento de DNA no vetor hospedeiro, este é também fragmentado por outras enzimas em locais do seu DNA que são complementares dos do fragmento injetado. Com outra enzima - uma ligase - fundem-se as extremidades complementares dos dois DNA’s e introduz-se esta combinação na própria estrutura do vetor, passando o vetor a conter no seu DNA recombinante um gene estranho artificialmente transplantado. Estes vetores geneticamente modificados são depois incorporados noutros agentes apropriados, gerando-se assim uma colônia celular que irá produzir cópias do selecionado fragmento de DNA. Esta técnica, ou similar, é usada entre outros fins, para produzir medicamentos como a insulina, sondas moleculares específicas utilizadas no diagnóstico de determinadas características genéticas individuais, produção de alimentos transgênicos, etc. Este acasalamento de DNA é possível ser feito mesmo saltando a barreira das espécies. Por exemplo, o gene responsável pela luminescência do inseto pirilampo já foi incorporado não só noutros animais, mas em plantas.
Bibliografia:

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